INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Poderia um robô ter alma?

Carlos Pereira

Inteligência Artificial (A.I.) é o novo filme de Steven Spielberg feito em parceria com o recém-desencarnado diretor de cinema Stanley Kubrick – que foi o mentor intelectual do projeto. Conta a estória de um casal que resolve adotar um robô andróide chamado David como filho. Possuidor de um chip da emoção que o transforma em uma criança quase real, David é deixado de lado quando o filho verdadeiro do casal volta – inexplicavelmente – de um sono profundo. Daí em diante, o menino robô é jogado fora e passa por situações-limite e se determina a virar gente de verdade e retornar para os braços da “sua mãe adotiva”. Uma ficção que lembra uma versão moderna e robótica do personagem infantil Pinóquio. O filme traz a mesma temática de “O Homem Bicentenário” com o ator Robin Williams que possui e consegue o objetivo de ser reconhecido como um ser humano, pois é dotado de consciência e emoções. Um instante. Robô pode pensar e ter realmente emoções como gente? Ou tudo isso é coisa de cinema?

Segundo especialistas em A.I. programar um robô para ter emoções é difícil, mas não impossível. Tudo depende de uma engenhosa atribuição de pesos que seriam lidos na memória do robô e transformados em emoções acompanhadas de expressões faciais quase perfeitas. Tudo uma questão de tempo e tecnologia para se chegar lá. Quanto à consciência, justificam alguns cientistas que desde que se criou complexas redes neurais elas, por si só, já se constituem numa espécie de consciência emergente. Pura bobagem. Da ciência e da ficção cinematográfica. Por mais que se sofistique uma máquina ela nunca deixará de ser uma máquina, pois lhe falta o essencial para a vida: a alma.

Tudo que se pode produzir em laboratório, neste caso, é artificial, mas a ciência oficial, desprovida do conhecimento do mecanismo de funcionamento do espírito, perde-se em elucubrações intermináveis e estéreis. O espírito é a fagulha divina – e mesmo ainda indefinível –, é a fonte da vida intelectual e emocional. Distinguimo-nos de outros seres exatamente por conta desta característica única: a tomada de consciência e, conseqüentemente, da educação dos sentimentos. Somos espíritos imortais temporariamente vestidos de um corpo de carne em experiência de aprendizagem na Terra. Finda a vida orgânica, o Ser retorna a plena consciência do espírito que é. Outra questão fundamental, neste quebra-cabeça, é a descoberta e estudo da funcionalidade do corpo espiritual também denominado de perispírito. Aí sim, estaria a chave para resolver os grandes enigmas que atormentam os cientistas que somente conseguem ver o físico, o palpável, e são cegos para enxergar a outra dimensão do Ser.

Alguns cientistas imaginam que num futuro, não muito distante, poderão somar os avanços da teoria quântica, da informática e da medicina biomolecular na formatação de ciborgues. Uma forneceria transistores quânticos microscópicos, menores que os neurônios; a outra contribuiria com redes neurais tão poderosas quanto às de nosso cérebro que poderiam ser substituídas por outras sintéticas dando um contorno de imortalidade a máquina. Que pena. Faltou o Fiat Lux, o princípio vital, e este ingrediente não é produzido no laboratório dos homens, mas exclusivamente pelo maior cientista do Universo: o próprio Deus.

Todas estas experiências são válidas e fazem parte do processo de tentativa e erro para o acerto. Um dia, em breve, quando se descobrir o Espírito transcendental, os cientistas reverenciarão a máquina humana integral. Absolutamente natural. Neste dia, assistirão a uma verdadeira obra prima digna de todos os Oscares hollywoodianos.

Dica de Leitura Complementar:
  • O Livro dos Espíritos: Allan Kardec.

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