O dom supremo
Ubirajara Melo
Publicado em 11/05/2008

Foi Saul Tarshish, ou como os romanos o chamavam, Paulo Tarso, o intelectual, advogado e teólogo fariseu e, por fim o Apostolo dos Gentios, que em Éfeso escreveu uma das mais belas peças legadas a humanidade A PRIMEIRA CARTA AOS CORINTIOS, por volta do ano 55 DC, na qual discorre, como ninguém nunca discorreu, sobre o amor, e que tem o seguinte texto:

"Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como bronze que soa, ou como o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência, ainda que tenha tamanha fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver amor, nada serei."

E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.

O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses".

Não se exaspera, Não se ressente do mal, Não se alegra com a injustiça, Mas regozija-se com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera,Tudo suporta.

O amor jamais acaba. Mas, havendo profecias, desaparecerão, havendo línguas, cessarão, havendo ciência, passará. Porque em parte conhecemos, em parte profetizamos. Quando, porém, vier o que é perfeito, o que então é em parte será aniquilado.

Quando eu era menino. Falava como um menino, sentia como um menino. Quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.

Porque agora vemos como em espelho, obscuramente, e então veremos face a face, agora conheço em parte, e então conhecerei como sou conhecido.

Agora, pois, permanecem a Fé, a Esperança e o Amor. Estes três. Porém, o maior deles é o Amor.

Diz-se, costumeiramente que a coisa mais importante é a fé, quando na verdade é o amor, porque a fé é apenas uma estrada que nos conduz até o amor maior, que é a regra que resume todas as regras. Os poetas, que tecem palavras musicais e criam pensamentos maviosos, escreveram incontáveis poemas antes e depois de Paulo de Tarso sobre o amor, mas nunca alcançaram o brilhantismo da mensagem contida na carta aos Coríntios, onde Paulo defende o Amor como, paciência, bondade, generosidade, humildade, delicadeza, entrega, tolerância, inocência e sinceridade.

Trago este assunto a esse maravilhoso espaço, porque acabei de ler a magistral obra de Henry Drumond, intitulada o "O DOM SUPREMO", traduzida por Paulo Coelho, onde o Autor comenta de modo brilhante a mensagem de Paulo e declara não existir felicidade em ter e receber, e sim apenas em dar. O amor não é um momento de entusiasmo, é uma rica, forte e generosa expressão das nossas vidas - a personalidade do homem no seu mais completo desenvolvimento, assevera Drumond, para concluir que para se construir isto, precisamos de uma prática constante.

É induvidoso que o amor é uma coisa viva, palpitante e divina e deve ser o maior objetivo do homem.

Ubirajara Emanuel Tavares de Melo, é advogado e diretor do Neil

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