Droga, um mundo desconhecido
Teresa Cristina
Publicado em 16/03/2008

Muitas vezes perguntamos porque, cada vez mais, os jovens estão adentrando para este mundo incomensuravelmente desconhecido. Onde o porvir é uma catástrofe real e inevitável, tanto para os que o cercam como para o ator principal: “o usuário”. Pois a sua vida, a cada dia, será escrita de forma igual a um roteiro de um grande filme: “A história da triste fase de minha vida.”

Por que me entreguei assim? Será que foi para dizer a minha família: eu estou aqui, também faço parte desta família, preciso de atenção, de conselho, de apoio, de alguém que me diga não, mostrando-me o caminho certo. Também quero ser amado, quero alguém que me dê a mão. Estou sozinho, preciso de uma luz que ilumine os caminhos da minha vida. Mostrem-me a solução. Não me abandones na solidão dos meus próprios atos. Mostra-me o caminho da libertação. Pois estou vivo e não quero morrer perdido entre a multidão.

Será que já paramos para pensar que muitos jovens e também um grande número de adultos se sentem assim: abandonados, perdidos, sem rumo, e sem esperança de vida. Por que isso? Porque muitas vezes, encontram um lar sem amor, sem paz, e sem uma religião que os conforte e os instrua no caminho certo a seguir na vida.

“Se a dor, o desequilíbrio ou a fraqueza buscarem sua alma, não se deixe abater. Pois gritar, chorar, maldizer ou buscar nos vícios o alívio é perda de tempo, para enfrentar a dor precisamos ter fé, somente ela banha o nosso espírito, dando-nos força para viver. E quem não possui fé, morto se encontra, ou morre lentamente, porque só a fé sustenta o homem neste planeta de expiação e prova. E com fé lute contra as adversidades, principalmente quando desejar tomar tranqüilizante ou algum outro tóxico que poderá levá-lo à dependência. O homem deve ficar ciente de que não existe morte e de que ninguém é dono do seu corpo, a veste física é um empréstimo da natureza. Ninguém pode rasgá-la, nem violentá-la, ela é obra divina emprestada para permanecermos na Terra. O corpo físico é um veículo indispensável para se transitar no plano físico. O homem não se conhece. No dia em que ele se preocupar com seu corpo, ganhará a paz, pois sentirá no seu ombro o peso da responsabilidade e sorrirá feliz por se sentir eterno” (Driblando a dor, Luiz Sergio).

Diz o Evangelho segundo o Espiritismo: “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para dominar suas más inclinações.” E o que nós estamos a fazer? Já paramos para pensar e nos auto-analisar! Até onde queremos chegar com a vida que escolhemos? Essa escolha terá um futuro?

“Sabemos hoje que driblar a dor é buscar na mentira a arma para afastar-se dela, arma muito perigosa, pois ela se volta sempre contra o próprio dono. Na Terra, o homem tenta driblar tudo, só não consegue driblar a consciência” (Luiz Sergio).

Lembremos: droga é droga, a ninguém ajuda, só mata. A cura parte de dentro para fora.

Teresa Cristina Soares é palestrante espírita e membro do Centro Espírita o Codificador.

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