A MOLÉSTIA
Teresa Cristina
Publicado em 20/01/2008

Toda moléstia do corpo tem ascendentes espirituais?

As chagas da alma se manifestam através do envoltório humano. O corpo doente reflete o panorama interior do espírito enfermo. A patogenia é um conjunto de inferioridades do aparelho psíquico. E é ainda na alma que reside a fonte primária de todos os recursos medicamentosos definitivos. O remédio eficaz está na ação do próprio espírito enfermiço. (O consolador – Emmanuel)

Muitas vezes questionamos a origem de nossa enfermidade. Indagamos aos nossos familiares se existe alguma procedência para tal fato estar ocorrendo. Muitas vezes a resposta é negativa. E continuamos a desconhecer a mudança radical que ocorreu no nosso corpo. E começamos a nos analisar, a nos inquirir: O que foi que fiz de errado? Houve excesso no meu proceder? E as indagações continuam. Todos os recursos ao alcance são procurados, e alguns não têm o êxito esperado. A quem culpar então a moléstia e as deficiências transitórias terrenas que ocorre no nosso corpo? À nossa liberdade, com certeza. O espírito Jorge, no Evangelho segundo o Espiritismo, nos diz o seguinte: Onde, então, a ciência de viver? Em parte alguma, e o grande problema ficaria sem solução, se o Espiritismo não viesse em auxílio dos pesquisadores, demonstrando-lhes as relações que existem entre o corpo e a alma e dizendo-lhes que, por serem necessários uma ao outro, importa cuidar de ambos. Amai, pois, a vossa alma, porém, cuidai igualmente do vosso corpo, instrumento daquela. Não castigueis o corpo pelas faltas que o vosso livre-arbítrio o induziu a cometer.

Do mesmo modo que o corpo reflete o panorama interior do espírito enfermo numa reencarnação, o corpo também irá refletir todos os excessos cometidos durante a sua atual existência. O ser disponibiliza em seu caminho evolutivo o discernimento, mas acha mais fácil colocar a culpa em fatos ocorridos em outras existências, da qual nem sabe se o fato provém, do que em seus próprios atos cometidos no presente. O ser muitas vezes vive em descaso consigo mesmo, esquecendo-se que a luta, o trabalho e o fator educativo são tarefas indispensáveis para a melhora não só do espírito, mas também para o seu corpo. Desse modo vive a influência do meio que o aprisiona, ao invés de buscar os meios que o libertará. Em O livro dos espíritos – 258, nos diz: Dando ao espírito a liberdade de escolher, Deus lhe deixa a inteira responsabilidade de seus atos e das conseqüências que estes tiverem. Se vier a sucumbir, restar-lhe-á a consolação de que nem tudo se lhe acabou e que a bondade divina lhe concede a liberdade de recomeçar o que foi mal feito. Demais, cumpre se distinga o que é obra da vontade de Deus do que o é da do homem.

É assim que Deus confia à nossa consciência a escolha do caminho que devemos seguir e a liberdade de ceder a uma ou outra das influências contrárias que se exercem sobre nós. É sabermos distinguir claramente os nossos pensamentos e os que nos são sugeridos. Busquemos, no entanto, o equilíbrio adequado para o nosso viver. Não procurando alimentar e criar mentalmente o que às vezes não existe.

Teresa Cristina Soares é palestrante espírita do Centro Espírita O Codificador-CEC.

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